quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tempo de menino, tempo, tempo de adulto

Das janelas envelhecidas brilham a luz da Tv e telhados de alumínio.
E os velhos meninos em seus lares cobertos, sorrindo,
são os mesmos meninos dos campos baldios.
Nada lembram ou tudo lembram das velhas muretas, da construção.
Quantos destes lares foram vársea
e quantos ainda serão?
E do alto os velhos guerreiros choram e sorriem
e não lembram das antigas tardes das eternas tardes.
E nunca saberiam, como também eu não saberia se não fosse poeira,
que o tempo, o tempo, o tempo é um vento e nos carrega pela posteridade.

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