quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Registra-se e legitima-se nos rascunhos do menino
O céu. Agora existe: é vermelho.
vermelho que é cor de vida.
De sangue que é cor de vida.
No desenho do menino o céu não é azul.
Azul, nas mãos do menino, são maçãs.
Ele pinta os montes de amarelo,
as gaivotas de rosa
e se borra de verde.
Vai ficando verde-estrela
se desmanchando na algazarra do novo mundo.

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