quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Nós, os transeuntes

As ruas miscigenam os sons.
Meio dia e meio mundo de sons.
Os arranha-céus
(que não olho)
Arranham o sol.
Arranho o chão.
Surge uma melodia arranhada:
Somos nós, os transeuntes
Que damos vida a essa música corrida.


Nesses dias qualquer avenida é Marquês de Sapucaí.
Nosso samba vem de sapato, salto, apito, buzina.
Serpentina, confete e língua de sogra !
Vamos cobrir o céu com nosso carnaval-de-cada-dia:
A avenida, Senhor, de cada dia.


Toques polifônicos:
Fazemos a sinfonia dos bips, tiques, tremeliques
Dos nossos telefones
Nos movemos em fibra ótica
E na eletrônica de nossas fibras.

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