segunda-feira, 31 de março de 2008

Como o vermelho dessas rosas

Meu corpo estro foge às delicadas flores que trago em mãos
Sofro por ser como o vermelho dessas rosas
e finjo não conhecer seus porquês.
Incerto eu galgo encantado mais lúcido que meu sangue
desejando todas as rosas que vejo
e todas as margaridas
e todas as vitórias
e todas as maravilhas
eu desejo todas as doces abelhas
seus corpos a sugar embevecidos de prazer.
Sofro em meu corpo limitado
pequeno e frágil
sofro em minha condição errante
sofro por ser mais lúcido que meu sangue
por ser mais a nuvem que torre
por ser mais o lançar que a lança
sofro por ser mais desejo que carne viva e latejante
sofro como as flores que trago
como seus perfumes que trago
sofro como as flores que verão os amantes passando
ali paradas em um vaso finíssimo,
ilustre e inválido.

Nenhum comentário: