sábado, 2 de agosto de 2008

Antilogia Poética

Como finjo
que gosto da comida.

Lambo os dedos passando
uma página mais e aceno
positivamente a cada leitura.

A poesia antilógica é como
um almoço na casa do amigo do amigo de um amigo.
E sabe-se lá se os dedos lambidos terão veneno.
E sabe-se lá porque se envenenara.

Digo-me satisfeito.
Levanto.
Vou embora sem saber que tempero estranho era aquele
ou se quem sabe só erraram a mão.

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