sábado, 2 de agosto de 2008

Para quê perguntar
Para quê esconder
se meu olhar é a própria palavra
o próprio aparecer?

Não respondas nem procure,
deixe seus lábios ao vento
que eu invento os diálogos do silêncio.

Deixe suas mãos na antimatéria
que eu crio um corpo nos corpos
com sopros calados.

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