quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mar meu

A lua dentro de mim era cheia da tua maré
Mar meu, lua de susto, parei de bater.
Dentro era silêncio de contemplação
Lua nova de tanto morrer e nascer.

Revolução. Nos meus mares de sangue
Na minha terra viva, gira gira
Sem deixar-me a face oculta

Mar meu, segredo, viagem,
vertigem, enxagua minha terra antes que,
de sangue vivo,
jorrem sucos azedos e amargos
do mundo nunca antes navegado.

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