domingo, 28 de dezembro de 2008

Um poema de amor não deveria dizer nada,
pois o amor paraliza.
Deveria, no máximo, um poema de amor
dizer uma palavra (qualquer) incompleta,
pois que todas não teriam sentido algum pronunciadas.
Um poema nunca deveria ser de amor,
nada deveria ser de amor.
Nada pra lá, nada pra cá,
pois coisas de amor são provas de amor
e provas de amor dão dor de cabeça.

Vejam só se o vento argumenta com as folhas
ou a chuva com as flores!
Não, não...é e é.

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