segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Prisão

Preso a um corpo, elevo a alma,
À bandeira, um dever!

Preso à vida, elevo a morte
enalteço-a, à perder.

Preso a um corpo, envelheço-o
lastimo o não poder.

Preso à bandeira, à sorte de pertencer,
envelheço-me.

Morro a cada canto de liberdade:
entôo um lamento inesgotável.

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