domingo, 9 de novembro de 2008

Sinal fechado

Eh. Cantou de manhã o galo das horas
Em cada varal, em cada jaqueira, em cada mureta.
Desceu das escadas o povo das ruas
Sincronicamente, no passo do dia.

Street dance de calçados, sandálias, botinas,
allstars, coturnos, tamancos, melissa
Os óculos de sol, as roupas, as bolsas
andando pelas ruas fazendo sinal.

Street dance no semáforo, sincrônico verde.
o pedestre passa, verde, caminhando
enquanto é nove, dez, doze horas.
Sincronicamente, no prato do dia.

Eh. Cantou de tardinha o galo da nuca,
em cada prelo e fio de cabelo,
despertando os pedestres verdes
das mãos vermelhas sorrisos amarelos
atravessando as ruas ao sinal fechado.

Eita contramão, minha gente.

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