domingo, 6 de julho de 2008

Inodoro

Ser indiferente:
rua plana
o todos-dizem,
desimperfeito.
Em desejo, o impossível ignorar
O só desejo do não falar

à tarde infundo-me no seu perfume
depois retorno ao lar inodoro
sem ter seu corpo entrelaçado
Seguindo - retalho - a reclamá-lo.

Em corpo e alma, que me faltas
entorpecido latejo ao seu tocar
Disparo com temor cego
adorando o seu breve passar.

Depois vou pra casa inodoro
sem tatear, impenetrável
andando curto, desandável.



(27/07/2007)

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