domingo, 13 de abril de 2008

Canta

Canta seu corpo pelos corredores
e os passantes pra te ver passar
cessam incrédulos...

Canta sua alma que chama
todos os meninos a dançar
em volta de ti.

Canta, canta pelas avenidas,
nos carnavais e comitivas
nas caladas mais noturnas

Canta sua história proclamada.
Entre as ruas renomadas
resta a sua canção...

Canta sua história proclamada.
Entre estátuas já tombadas
resta a sua canção...

Canta, que só seu canto me encanta
que só aos prantos me desmancha
as máculas dos meus silêncios

Canta, canta caindo no meu corpo
nos meus ouvidos no meu forno
nas reticências das paixões

Canta a anarquia da sua pele
a rebeldia da sua veste
e as ausências do Poder.

Canta a nossa terra já ungida
a nossa união mantida
que o passado já não há.

Canta a nossa terra já ungida
a nossa falha já extinta
que o passado já não há.

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