segunda-feira, 28 de abril de 2008

Lua

Na vermelhidão da tarde, corria entre os edifícios
a deslumbrante luz de ferrugem da lua
a fazer com que todos os passantes
se metamorfoseassem em seus receios.
Cruel, engrandecia-se por trás
do velho prédio dos Correios.

Mesmo o sol divinizando a Guanabara,
eu temia apenas a perversa imagem
que era quase a engrenagem do povo
enfurecido do calçadão.

Não pude deixar de sorrir,
uma vez que o século XXI
só me traz prazer corrompido
em todas as coisas do céu e da terra.

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