quinta-feira, 8 de maio de 2008

Deixo ver

E vendo passar,
restos de certeza
as deixas discretas
e todo o mar
mais certo que a natureza
ao chover

E vendo passar
nacos de inovações
pedaços de caminhos
baldes de mar
mais perto da natureza
me deixo passar
ao chover

me vejo em poças
e nos faróis
e nos lençóis
e vendo as multidões
pedaços desvarios
gotas no chão
e os lençóis
e a multidão
a chover

e passando discreto
um fragmento que se move
rumo as deixas
que de existir deixarão
algum tempo depois
pedaços de canções
e de paixões
deixo ver
restos de incerteza.

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