quinta-feira, 22 de maio de 2008

Presença

Se teu corpo que tanto quis para fugas
foge de mim quando tanto quero me perder
me resta também fugir
só por prazer.

Se quando te chamo, preciso agendar visita,
e me amedrontas à roda gigante
para nem me divertir,
o que vou fazer?

Se a presença não me queimas,
se às tuas mãos só me rejeitas,
se declarações não são aceitas,
mas arquivadas para julgamento,
às presenças que se oferecem
em tão sinceros presentes
serei também sincero
e as abrirei, como criança
a brincar em novos jogos
para nunca mais sentir ausências
para nunca mais fugirem-me calores.

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