terça-feira, 13 de maio de 2008

No interior

Do mais distante exterior do mundo vivo
ao mais extremo interior (desconhecido)
A criatura, como Deus recria a sua arte
A desvendar como herói sua certa verdade

Faz-se tão belo que decerto não acredito,
mas finjo que é certo, pois me desejo vivo.
Se fazem canções eternas, poemas sagrados,
santos, mártires, reis, mitos, anjos alados

E tudo é crônico, se não representado
e tão falível se não destemporizado
Intocado ( como a longa arte que persiste)

A criatura é tão certa que realmente existe,
que não conceberia, casto, profano e triste,
o Mundo em vida breve... o não consumado.

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