sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nejar

De natal ganhei um Nejar.
Antes mesmo de nele mergulhar
tanto me agradou aquela capa azul, céu ou mar.

De Nejar recordo uma ausência.
Esperando por ele, com amigos
ouvi estranhos poetas
como se fossem artistas coadjuvantes
anunciando a hora do espetáculo.
Mas o poeta faltou
e nosso dia escureceu.


Ganhei, contudo, de natal o Nejar.
Dele agora recordarei estrelas,
as quais olho amando as mais altas constelações.

Dele agora recordarei um mundo
com galhos, frutos, flores e raízes
ou uma árvore de homens, mares e montes.

A Nejar agora retirarei meu chapéu,
de onde sairão primaveras, outonos, invernos e verões,
mergulhados sempre no azul de suas palavras
que como ondas inundam
um país o coração

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