terça-feira, 13 de maio de 2008

Na concessão de suas margens

Se, na concessão de suas margens, no porto
que fora seguro, se despisses no navio,
que era a esquadra de meus poderios,

com as redes pesqueiras de teu tear,
as lanças selvagens de teu indianismo,
e as canoas de teus esconderijos,

adentraria em teus rios e desceria
com todo o prazer que me permitisses,
às minhas ímpias desprezar.

Navegaria em ti como um louco,
negando, ainda que por todo ouro,
os caminhos e delírios d'outro mar.

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