domingo, 11 de maio de 2008

Às dançarinas finissemanais

do escuro o brilho nasce
o brilho nasce
do escuro o brilho
nasce.

do silêncio a trompa freme
a trompa freme
do silêncio a trompa
freme.

do vazio a sombra surge
a sombra surge
do vazio a sombra
surge.

O brilho a trompa a sombra
sopram o trilho torto solto
sobram atrito a troca o troco
o surto o susto o salto o solto
o
balancear
das formas
piscam

pisca o brilho freme a trompa
surge a sombra ruge o o tempo
tranca o brilho ilustre ilustra o brilho
rito irrita o tímpano
passo
a passo
espaço fundo as formas formam a fôrma
ferve o fim do fim do som do ser dos trapos.
rimam passo a passo os passos
espaço impasse no silêncio solitário da unidade
que desmancha. Se reforma em mil
Se reforma em mim.
Se reforma no compasso que repasso impaciente.

no finis
.


Na sombra que surge e apaga
na cor que surge e apaga
na forma que surge e apaga
na sorte que surge e apaga
no corpo que surge e apaga
no vazio que
do escuro o brilho nasce

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